O Partido Liberal (PL) enfrenta uma situação complicada em Curitiba, onde, apesar de contar com a candidatura do senador Sergio Moro ao governo do Paraná, não possui um presidente municipal ou uma sede na capital, que é o maior colégio eleitoral do estado. Essa ausência de liderança e estrutura pode impactar significativamente as suas chances nas próximas eleições.
Nos últimos meses, especulações sobre quem poderia assumir a presidência municipal do PL surgiram nos bastidores, com os nomes de Fernando Klinger e Olímpio Souto Maior sendo ventilados. No entanto, até o momento, o partido não apresentou qualquer movimentação oficial, e a certidão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não reflete uma liderança definida.
O atual vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins, estava à frente do diretório quando este foi inativado por uma decisão interna. Martins, que agora faz parte do Novo, deixou o PL em uma fase de inatividade que parece ter afetado a moral da legenda na capital paranaense. A falta de um presidente local é um dos pontos críticos que podem comprometer a atuação do partido na região.
Filipe Barros, presidente estadual do PL e residente em Londrina, ainda não se manifestou sobre a inatividade do diretório municipal em Curitiba. Sua ausência de explicações levanta questionamentos sobre a estratégia do partido no estado, especialmente em um momento em que a candidatura de Moro gera expectativa entre os eleitores.
A desorganização interna do PL também se reflete na recente decisão do vereador Eder Borges, que optou por deixar a legenda, migrando para o Novo, partido que já possui uma liderança estruturada na cidade. Este movimento pode ser um indicativo de que a falta de comando e organização no PL está levando seus membros a buscar alternativas mais viáveis para suas carreiras políticas.
Com as eleições se aproximando, a falta de um presidente municipal e uma sede em Curitiba podem se tornar obstáculos significativos para o PL, que precisa urgentemente resolver sua situação interna para competir efetivamente nas urnas em outubro de 2026.





