A greve de aproximadamente 100 funcionários do Hospital Municipal Universitário de Taubaté (HMUT) foi encerrada na manhã desta quarta-feira (8), por volta das 11h, após a efetuação do pagamento dos salários atrasados. Os trabalhadores haviam iniciado a paralisação logo pela manhã, em resposta ao não recebimento dos valores devidos. Durante o período de mobilização, o atendimento aos pacientes e serviços essenciais continuaram a ser realizados sem interrupções.
Os funcionários afirmaram que a greve seria mantida até que os salários fossem quitados. Com a confirmação do depósito, as atividades no hospital foram retomadas normalmente. O Grupo Chavantes, que gerencia a unidade, emitiu uma nota explicando que a greve ocorreu devido a uma situação de insegurança financeira provocada pela retenção de recursos que deveriam ser alocados ao custeio do hospital.
O contrato de gestão estabelece um repasse mensal superior a R$ 9 milhões, dos quais cerca de R$ 3 milhões são destinados ao pagamento da folha salarial. Contudo, até o momento, apenas R$ 1 milhão foi repassado, o que comprometeu o pagamento de salários, encargos, fornecedores e a aquisição de medicamentos e insumos hospitalares.
Por sua vez, a Prefeitura de Taubaté informou que não existem pendências financeiras relacionadas ao repasse mensal do HMUT referentes ao mês de julho. De acordo com a administração municipal, uma decisão do Poder Judiciário do Estado de São Paulo, recebida na segunda-feira (6), determinou que parte dos valores a serem transferidos à Organização Social Santa Casa de Misericórdia de Chavantes fosse direcionada a uma conta vinculada a um processo judicial envolvendo uma empresa prestadora de serviços da unidade. O restante dos valores previstos foi pago diretamente à Organização Social.
Em sua nota, o Grupo Chavantes ressaltou que não deixou de priorizar os servidores e que nunca houve atraso no pagamento dos salários. A entidade destacou que tem alertado formalmente sobre os riscos gerados pela retenção dos repasses e pela falta de recomposição financeira do contrato, enfatizando que a situação atual não é reflexo de falta de planejamento, mas sim da indisponibilização de recursos necessários ao funcionamento regular do hospital. O Grupo também informou que entrou em contato com o Sinsaúde, colocando-se à disposição para esclarecimentos.
A entidade reafirmou seu compromisso em adotar as medidas administrativas e judiciais necessárias para garantir a liberação dos valores, a regularização das obrigações financeiras e a continuidade segura da assistência à população.





