Andrei Rodrigues enfatiza a importância da colaboração internacional no combate ao crime

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Na quinta-feira (8), Andrei Rodrigues, que ocupa o cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF), fez um apelo pela cooperação internacional no enfrentamento do crime organizado, enfatizando a necessidade de respeitar a soberania dos países. Sua fala ocorreu durante a Cúpula dos Chefes de Polícia das Nações Unidas, realizada na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

O evento, conhecido como UNCOPS 2026, contou com a participação de ministros, chefes de polícia e representantes de organizações regionais e profissionais de segurança pública, que se reuniram para discutir temas relacionados ao fortalecimento da paz, segurança e desenvolvimento internacional.

Andrei Rodrigues destacou que "o crime não respeita fronteiras" e que nenhum país pode enfrentar o crime transnacional de forma isolada. Ele enfatizou que o Brasil prioriza a integração internacional e defende que o combate ao crime organizado deve ser realizado através de uma abordagem equilibrada e abrangente, fundamentada em inteligência, estratégia e cooperação, sempre com respeito ao Estado de Direito, à soberania nacional e aos direitos fundamentais.

O diretor-geral da PF também se posicionou criticamente em relação à recente classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Andrei Rodrigues considerou a decisão americana um "equívoco técnico".

Na semana anterior ao evento, o governo dos EUA havia anunciado as primeiras sanções contra cidadãos brasileiros com base na nova categorização dos grupos criminosos. Em resposta, a Polícia Federal deflagrou uma operação que visou os mesmos alvos identificados pelos Estados Unidos. Durante esse processo, Andrei Rodrigues reiterou sua crítica à decisão americana, afirmando que se trata de um "erro grosseiro".