A crise interna no Podemos, partido que tem como um de seus principais nomes o deputado federal Felipe Francischini, começa a preocupar as candidaturas para as eleições de 2026. A insatisfação ganhou força após a decisão de Francischini de apoiar o senador Sergio Moro (PL) para a candidatura ao governo do Paraná. Essa aliança gerou descontentamento entre alguns candidatos a deputados federais e estaduais, que consideram se retirar da disputa.
Além da questão política, a indefinição sobre a numeração de urna e a divisão do fundo partidário também são fatores que contribuem para a insatisfação. Os integrantes do partido estão apreensivos sobre quando os recursos financeiros estarão disponíveis e como isso impactará suas campanhas. A situação exige que Francischini tome providências imediatas para evitar um êxodo de candidatos.
Um dos grupos mais preocupados são as mulheres do Podemos, que expressam o desejo de não serem vistas apenas como complementos em chapas, mas sim como candidatas com representatividade e autonomia. É fundamental que o partido reconheça e valorize a participação feminina, especialmente em um momento em que a definição das chapas se aproxima rapidamente.
O prazo para registro das candidaturas se aproxima, com a data limite para fechamento das atas marcada para o dia cinco. Portanto, é essencial que a liderança do Podemos atenda às demandas internas e busque um consenso que mantenha a unidade do partido.
Os desdobramentos da aliança com Moro ainda são incertos, mas a preocupação com a possível perda de candidatos é um sinal claro de que a estratégia do partido pode precisar de ajustes. O cenário político no Paraná se torna cada vez mais complexo, e as decisões tomadas agora terão reflexos diretos nas eleições de 2026.



