Desde 2018, o Paraná tem promovido uma renovação total das cadeiras no Senado Federal, e a expectativa é que o cenário para 2026 siga essa tendência. Os atuais senadores Oriovisto Guimarães (PSDB) e Flavio Arns (PSB) se afastaram do contexto político local e optaram por não buscar a reeleição, o que os exclui das pesquisas eleitorais. Nesse quadro, novos nomes surgem como possíveis sucessores, incluindo Alexandre Curi (Republicanos), Deltan Dallagnol (Novo), Gleisi Hoffmann (PT), Filipe Barros (PL), Cristina Graeml (PSD), Alvaro Dias (MDB), Dr. Rosinha (PT), Luiz Carlos Hauly (Pode) e Karen Guerreiro (Missão), todos com chances de se destacarem a partir de 2027.
Alexandre Curi, atual presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), está vinculado a Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) e pode assumir um papel de liderança após a saída do governador do Palácio Iguaçu em janeiro do próximo ano. Ele é visto como um candidato natural para 2030, caso Sandro Alex (PSD) não obtenha sucesso nas eleições de outubro.
Deltan Dallagnol, associado ao senador Sergio Moro (PL), enfrenta desafios para se estabelecer politicamente em um cenário onde a concorrência é acirrada. Sua sobrevivência política pode abrir caminho para uma candidatura ao governo do Paraná em 2034, mas as perspectivas são limitadas devido ao domínio de Moro.
Por sua vez, Gleisi Hoffmann, figura proeminente do PT paranaense, deve buscar uma das vagas no Senado aos 60 anos. Caso vença, poderá se posicionar para uma candidatura à presidência ou ao governo do Paraná em 2030, especialmente se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistar a reeleição e lhe oferecer um ministério. Porém, sua influência poderá diminuir se não obtiver êxito nas urnas e se Lula for derrotado.
Filipe Barros, que preside o PL do Paraná, enfrenta um dilema. Se Sergio Moro for eleito, suas chances de liderar o partido diminuem consideravelmente. Para consolidar sua posição, Barros precisa garantir uma vaga no Senado ou reconsiderar sua candidatura, optando por se reeleger como deputado federal. O futuro político de Barros está diretamente ligado ao desempenho de Moro nas próximas eleições.



