O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou que o Irã não conta mais com o "escudo" de mísseis convencionais que utilizava para sua defesa estratégica. Apesar de ainda manter a capacidade de causar danos, essa perda foi destacada como o principal motivo para que Teerã aceitasse iniciar discussões sobre a desnuclearização e a navegação nos estreitos da região, incluindo o de Ormuz.
Rubio enfatizou que a atual administração norte-americana está conduzindo o diálogo com o Irã a partir de uma "posição de força", uma abordagem que contrasta com as estratégias adotadas por administrações anteriores. O secretário explicou que o plano do Irã incluía acumular mísseis e drones nos próximos 18 meses, com o objetivo de criar uma barreira defensiva enquanto buscava desenvolver armas nucleares, um projeto que teria sido interrompido pelas diretrizes estabelecidas pelo presidente Donald Trump.
Durante suas declarações, Rubio também ressaltou a necessidade de o regime iraniano abandonar sua histórica postura de "exportar a revolução", afirmando que tal mudança só ocorreria se o custo dessas ações se tornasse insustentável para o país.
Essas afirmações de Rubio ocorreram antes do anúncio do presidente Trump sobre a suspensão de ataques em território iraniano. A medida visa acelerar as negociações para um possível acordo de paz, refletindo uma nova dinâmica nas relações entre os EUA e o Irã.
A situação atual evidencia um momento crítico nas relações internacionais, onde a estratégia militar e diplomática dos EUA pode influenciar significativamente o futuro do programa nuclear iraniano e a estabilidade na região do Oriente Médio.



