Neste sábado (8), o Senado dos Estados Unidos confirmou Todd Blanche, ex-advogado pessoal do ex-presidente Donald Trump, como novo procurador-geral do país. A votação, que terminou com 50 votos a favor e 49 contra, contou com a resistência de senadores democratas, que expressaram preocupações sobre a politicização do Departamento de Justiça. Apenas as senadoras republicanas Susan Collins e Lisa Murkowski uniram-se aos democratas na oposição à nomeação.
Blanche já ocupava a função de procurador-geral interino e, antes disso, atuou como advogado de Trump em diversos processos criminais. Em uma declaração na rede social X, ele expressou sua honra em ser escolhido para liderar o Departamento de Justiça, destacando a confiança que o presidente Trump depositou nele.
A confirmação de Blanche ocorre em um contexto em que Trump tem buscado influenciar agências governamentais, tradicionalmente independentes, para que atuem sob sua supervisão direta. O ex-presidente descreveu Blanche como uma "estrela", reforçando sua posição de apoio ao advogado.
Os senadores democratas criticarão a nomeação, alegando que Blanche, ao atuar como advogado pessoal de Trump, transformou o Departamento de Justiça em uma extensão de sua defesa legal. O senador Dick Durbin, um dos principais democratas no Comitê Judiciário do Senado, argumentou que o papel do procurador-geral deveria ser o de servir ao público e não a um único cliente, referindo-se à relação de Blanche com Trump.
Uma das principais objeções à confirmação de Blanche foi sua tentativa de estabelecer um fundo de US$ 1,8 bilhão (aproximadamente R$ 9,2 bilhões) destinado a "indenizar" indivíduos que Trump considerou vítimas de perseguição judicial. Além disso, Blanche enfrentou críticas por sua condução em casos relacionados a Jeffrey Epstein, principalmente sobre a divulgação de arquivos referentes à investigação do agressor sexual.
Antes de assumir um papel no governo, Blanche também defendeu Trump em um caso judicial em Nova York relacionado a pagamentos feitos para silenciar a atriz pornô Stormy Daniels. Esse caso culminou na condenação criminal de Trump em 2024, sendo a primeira vez que um ex-presidente americano foi condenado.


