A corrida eleitoral no Paraná para as 30 vagas na Câmara Federal se intensifica com a movimentação de cerca de 1 milhão de votos provenientes de Deltan Dallagnol (Novo), Gleisi Hoffmann (PT) e Filipe Barros (PL). Os três parlamentares, que foram eleitos para a Câmara dos Deputados em 2022, agora disputam uma vaga no Senado Federal, o que pode alterar significativamente o cenário eleitoral.
Deltan Dallagnol, que obteve mais de 344 mil votos, foi o deputado federal mais votado do Paraná nas últimas eleições. Gleisi Hoffmann e Filipe Barros seguiram com 193 mil e 249 mil votos, respectivamente. A soma desses votos representa uma parte considerável do eleitorado paranaense e levanta a questão sobre a capacidade de manter esse apoio em uma nova disputa.
Outro elemento a ser considerado é a ausência de Fernando Giacobo, também eleito deputado federal em 2022, que decidiu não concorrer neste ano. O eleitorado que o acompanhava se torna um alvo importante para os demais candidatos ao Senado, aumentando a competitividade da eleição.
Embora os resultados de 2022 não garantam que os mesmos eleitores continuarão a apoiar os mesmos candidatos em 2026, eles fornecem um indicativo do potencial eleitoral em jogo. A disputa deve reunir candidatos com diferentes bases políticas, e a capacidade de formar alianças e manter eleitores será determinante para o sucesso nas urnas.
Uma das principais questões que permeia esta eleição é a destinação dos votos conquistados por Deltan, Gleisi e Filipe Barros em 2022. O desafio será entender como esses votos poderão ser redistribuídos e qual candidato conseguirá atrair a fatia do eleitorado que acompanhava Giacobo, ampliando assim suas chances de sucesso na corrida eleitoral.





