Meta enfrenta processo nos EUA por alegações de vício em crianças

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Durante as declarações de abertura, a procuradora-geral adjunta da Califórnia, Megan O’Neill, afirmou que o modelo de negócios da Meta é estruturado para viciar os usuários, mantendo-os conectados por longos períodos e coletando seus dados, enquanto oculta essa prática do público. O’Neill destacou que a Meta tinha plena consciência dos danos causados por suas funcionalidades, como o “scroll infinito” e os algoritmos de recomendação, mas optou por ignorar os riscos em prol do lucro.

O procurador-geral do Kentucky, Russell Coleman, fez uma analogia entre o caso atual e as batalhas jurídicas contra a indústria do tabaco nos anos 1990. Ele acredita que, assim como foi feito com o Acordo do Tabaco, a coligação de estados pode obter sucesso em responsabilizar a Meta. Coleman declarou que os procuradores-gerais estão em uma posição favorável para alcançar esse objetivo.

A defesa da Meta, representada pelo advogado Paul Schmidt, rejeitou as alegações, afirmando que a empresa já compartilha informações sobre os riscos das redes sociais e que desenvolveu ferramentas para ajudar os jovens a gerenciar seu tempo online. Schmidt argumentou que os estados estão buscando um pagamento excessivo em vez de se ater aos fatos e à legislação.

O julgamento, que deve durar entre seis a oito semanas, contará com o testemunho de Mark Zuckerberg, CEO da Meta, e pode ter repercussões significativas para o funcionamento das redes sociais. Entre as possíveis consequências estão: Danos Financeiros, com penalidades que podem chegar a US$ 200 bilhões, embora a Meta tenha sugerido valores teóricos de até US$ 1,4 bilhões; Mudanças Estruturais, como a eliminação do “scroll infinito” e a implementação de verificações rigorosas de idade; e a criação de um Precedente Jurídico que pode abrir caminho para outros processos similares em todo o país.

A Meta já enfrenta desafios legais em outros estados, incluindo uma recente decisão no Novo México, onde foi condenada a pagar US$ 567 milhões por falhas na proteção de crianças em suas plataformas.