Congresso Brasileiro de Arquitetos retorna a Curitiba após 30 anos

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Curitiba foi selecionada para ser a sede do Congresso Brasileiro de Arquitetos (CBA) em 2029, após uma ausência de mais de 30 anos do evento no Estado do Paraná. Essa decisão, uma das principais novidades do ano para a arquitetura local, é resultado do trabalho do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Paraná (IAB/PR), sob a liderança do arquiteto Eduardo Bini.

A última edição do CBA ocorreu em agosto de 2023, entre os dias 11 e 14, na cidade de Fortaleza, Ceará, e contou com a participação de mais de 5 mil profissionais, incluindo arquitetos e urbanistas. Eduardo Bini destaca que o congresso é considerado o principal encontro nacional do setor, reunindo especialistas para discutir temas relevantes como arquitetura, urbanismo e os desafios enfrentados pelas cidades contemporâneas.

A última vez que Curitiba recebeu o CBA foi em 1997, na icônica Ópera de Arame. O evento contou com a presença de importantes nomes da arquitetura nacional, como Oscar Niemeyer, Paulo Mendes da Rocha, Ruy Ohtake, Miguel Pereira e João Filgueiras Lima, conhecido como Lelé. Para Bini, a realização do congresso em 2029 representa uma oportunidade significativa para que o Paraná retome seu papel de destaque no debate arquitetônico nacional.

Bini menciona que a arquitetura paulista, com seu estilo brutalista, e a carioca, com a expressividade de Oscar Niemeyer, continuam a ser referências no Brasil. No entanto, ele observa que o Estado do Paraná se distanciou das discussões relevantes no campo da arquitetura e urbanismo, o que impactou a participação dos arquitetos nas decisões políticas e de planejamento urbano.

A proposta para o CBA de 2029 é reintegrar essas discussões ao centro da atuação dos profissionais da área. Bini enfatiza a importância de resgatar o debate sobre o bom planejamento urbano e a qualidade da arquitetura, aspectos que devem ser fundamentais no cotidiano da profissão. Ele ressalta que é crucial que os arquitetos voltem a se envolver ativamente nas discussões sobre o futuro das cidades.

Quanto à organização do congresso, detalhes específicos ainda precisam ser definidos. No entanto, Bini defende uma abordagem que transcenda as características de uma única cidade e que aborde o exercício profissional em meio às transformações sociais e urbanas que o Brasil enfrenta atualmente. Ele também destaca sua trajetória profissional, que inclui a gestão de um escritório de arquitetura e a busca por uma maior participação dos arquitetos nas questões de desenvolvimento urbano.