Alexandre Curi, candidato ao Senado pelo Republicanos, declarou que a reforma tributária será uma das prioridades em um possível mandato. O político pretende atuar como intermediário entre as cooperativas paranaenses e o Congresso Nacional, destacando a relevância do setor nesse contexto.
A reforma tributária, que está em fase de implementação, traz à tona a necessidade de adaptação das empresas ao novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A transição dos tributos atuais para o novo sistema ocorrerá gradualmente até 2033. Curi afirmou que um dos seus primeiros passos será se aprofundar nas discussões sobre a reforma, enfatizando a importância de ouvir as cooperativas e o setor produtivo.
O Paraná, conforme mencionado por Curi, possui uma forte presença cooperativista, especialmente nas cadeias do agronegócio e da agroindústria. O candidato ressaltou que seis das dez maiores cooperativas da América Latina estão localizadas no estado, o que reforça a necessidade de uma representação ativa em Brasília.
Recentemente, a legislação da reforma tributária instituiu um regime específico para as sociedades cooperativas. A Lei Complementar 214/2025 prevê a possibilidade de redução a zero das alíquotas de IBS e CBS para cooperativas que optarem por esse regime, o que pode trazer benefícios significativos para o setor.
A Receita Federal, em conjunto com o Comitê Gestor do IBS, anunciou que, a partir de 18 de setembro, já está disponível o procedimento para as cooperativas que desejam optar pelo regime específico. Para aquelas que desejam que essa escolha tenha efeitos a partir de 2027, o prazo para formalização vai de 1º de setembro a 31 de outubro de 2026. A decisão deve ser tomada considerando as peculiaridades de cada cooperativa, uma vez que pode impactar aspectos como o fluxo de caixa e as relações com fornecedores.
Diante desse cenário, Alexandre Curi se compromete a defender os interesses das cooperativas paranaenses e a atuar na construção de um ambiente favorável para o cooperativismo no Brasil, buscando um diálogo contínuo entre os envolvidos no setor e as esferas de poder.





