Temporada de vestibulares impulsiona busca por moradia em cidades universitárias

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A divulgação dos resultados de vestibulares e processos seletivos para o ensino superior provoca, todos os anos, uma movimentação que vai além da disputa por vagas. Para os aprovados que precisam estudar longe de casa, começa a corrida por moradia, fenômeno conhecido no mercado como "salmon run".

O volume desse fluxo aparece nos números do ingresso no ensino superior. O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2026 recebeu mais de 1,8 milhão de candidatos para mais de 274 mil vagas em cerca de 7,3 mil cursos, distribuídos por 587 municípios brasileiros, segundo dados do Governo Federal. Ao fim da chamada regular, 271,7 mil candidatos haviam sido aprovados.

O Brasil registrou 10,2 milhões de matrículas em cursos de graduação em 2024, último dado consolidado pelo Censo da Educação Superior do Inep, alta de 2,5% em relação ao ano anterior. No mercado de locação, o Índice FipeZAP de Locação Residencial registrou variação de 9,44% nos preços anunciados dos aluguéis em 2025, enquanto o preço médio anunciado chegou a R$ 50,98 por metro quadrado em dezembro.

A busca do universitário costuma se concentrar no intervalo entre a divulgação da aprovação, a matrícula e o início das aulas. Nesse período, entram na decisão fatores como proximidade da universidade, facilidade de deslocamento, custo, contrato, infraestrutura, segurança e suporte disponível. "Existe uma mudança clara na forma como pais e estudantes avaliam a moradia. Segurança deixou de ser apenas localização e passou a incluir gestão do espaço, controle de acesso, monitoramento e qualidade do ambiente", afirma Juliana Onias, gerente regional de operações da Share Student Living.

Na Share Student Living, as unidades contam com portaria 24 horas, acesso por catracas, sistema de clausura para entrada e saída de pessoas, monitoramento por circuito fechado de televisão (CFTV), alarme perimetral e equipe administrativa. A empresa também oferece studios e apartamentos mobiliados, salas de estudo e coworking 24 horas, academia, cozinhas coletivas, lavanderia pay-per-use, bicicletário e internet Wi-Fi. Para as famílias, a recomendação é evitar que a urgência da aprovação seja o único critério da decisão.