O prefeito da cidade de Alto Paraná vai ter que explicar à justiça os gastos desnecessários com viagens a Curitiba e Brasília. A pequena cidade, que sempre se orgulhou de ter tido bons prefeitos, virou personagem de um roteiro conhecido da política brasileira: o das diárias que parecem viajar mais do que os próprios gestores.
A conta passa dos R$ 45 mil em diárias questionadas. Pode parecer pouco nos cofres de uma capital, mas para um município pequeno, onde cada centavo deveria fazer diferença na saúde, na educação ou na infraestrutura, é dinheiro suficiente para levantar sobrancelhas — e muitas perguntas.
A população pergunta: Quem viajou? Para quê? O que trouxe de concreto para a cidade? Diárias, na administração pública é recurso público destinado a cumprir missão oficial. Quando vira rotina sem transparência, deixa de ser instrumento administrativo e passa a cheirar a privilégio.
Grande parte da população está indignada com a situação porque espera, no mínimo, exemplo de zelo com o dinheiro que sai do bolso do contribuinte. Essas viagens trouxeram desenvolvimento para Alto Paraná ou apenas carimbaram notas de diária? O mais lamentável de tudo isso é que os vereadores da base do prefeito – cinco – negaram pedido da Câmara Municipal para a formulação de denúncia contra o chefe.





