O presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos-PB), reuniu lideranças partidárias para apresentar alternativas de reforma do sistema eleitoral e tentar viabilizar uma proposta ainda em 2026. O objetivo é conter a influência dos chamados puxadores de votos e de influenciadores no resultado final das chapas de deputados federais e estaduais.
Entre as opções discutidas estão o voto distrital misto e o distritão. O distrital misto combina a eleição de representantes por distritos geográficos com vagas distribuídas proporcionalmente aos partidos. Já o distritão elegeria os candidatos mais votados em cada Estado, independentemente do desempenho das legendas. O modelo distrital misto já tem projeto aprovado pelo Senado e em tramitação na Câmara, enquanto o distritão exigiria uma proposta de emenda à Constituição.
Atualmente, o sistema proporcional permite que candidatos com votação expressiva contribuam para a eleição de outros integrantes do mesmo partido ou federação. A discussão envolve União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos e a federação PSDB-Cidadania, mas divide parlamentares e enfrenta resistências. O PL elegeu 121 deputados, contra 97 em 2022, e terá a maior bancada da Casa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também defende uma reforma política, com mudanças no financiamento de campanhas, no sistema eleitoral e nas emendas parlamentares. O PT historicamente rejeita o distritão por considerar que o modelo enfraquece os partidos. Mesmo que haja acordo entre as lideranças, qualquer mudança precisará ser aprovada pelo Congresso e respeitar a regra da anualidade eleitoral, que impede a aplicação de novas regras a eleições realizadas até um ano após sua entrada em vigor.




