FMI aponta Brasil como oitava economia mundial em 2027 com força do agronegócio

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O Brasil deve se consolidar como a oitava maior economia do mundo em 2027, com um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 2,80 trilhões (R$ 14,65 trilhões). A projeção consta no relatório Perspectivas da Economia Mundial, do Fundo Monetário Internacional (FMI), que destaca o peso do agronegócio nesse resultado. Atualmente, o país ocupa a décima posição, com PIB de referência de US$ 2,655 trilhões.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3% e alcançou R$ 12,7 trilhões, segundo o IBGE. A agropecuária foi o setor que mais avançou, com alta de 11,7%, ritmo seis vezes superior ao dos Serviços (1,8%) e oito vezes o da Indústria (1,4%). Apesar de representar cerca de 6% do PIB, o setor respondeu por 32,8% de todo o crescimento do país no ano, impulsionado pelas safras recordes de milho (+23,6%) e soja (+14,6%). No segundo trimestre deste ano, a agropecuária avançou 6,8% sobre o mesmo período de 2025.

Quando se considera a cadeia completa, o peso do agronegócio é ainda maior. O PIB do setor cresceu 12,20% em 2025, segundo o Cepea/CNA, e sua participação na economia subiu de 22,9% para 25,13% em um ano. Para 2026, a projeção é de ajuste: com a queda dos preços agrícolas, o PIB do agronegócio recuou 2,01% no primeiro trimestre, e a estimativa para o ano é de R$ 3,13 trilhões, ou 22,8% da economia.

As exportações do agronegócio bateram recorde em 2025, somando US$ 169,2 bilhões, quase metade (48,5%) de tudo o que o país vendeu ao exterior. O superávit do setor chegou a US$ 149,07 bilhões. A carne bovina in natura saltou para US$ 16,6 bilhões (+42,5%) e o café verde atingiu US$ 14,86 bilhões (+31,1%), ambos recordes. A China segue como principal compradora, com US$ 55,3 bilhões, e o país acumula 525 mercados abertos desde 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Para 2027, ano em que o FMI projeta o Brasil em oitavo lugar, a Conab estima a safra 2026/27 em 367,14 milhões de toneladas, novo recorde, com área plantada de 85,41 milhões de hectares (+2,3%). A soja pode chegar a 181,61 milhões de toneladas e o milho, a 148 milhões. Em 2025, 28,4 milhões de pessoas trabalhavam no agronegócio, o equivalente a 26,3% dos 108,1 milhões de ocupados no país, segundo a CNA. O PIB da agropecuária do IBGE, que mede apenas a produção dentro da porteira, alcançou R$ 775,3 bilhões, cerca de 6,1% do PIB. Já o PIB do agronegócio, calculado pelo Cepea/Esalq/USP com a CNA, incluindo a cadeia inteira, chegou a R$ 3,20 trilhões, ou 25,13% da economia.