Farmácias e drogarias passam a contar com uma bolsa antifurto reutilizável para proteger itens de maior valor e produtos que não podem receber etiquetas eletrônicas convencionais. Desenvolvida pela Sekron Digital, a bag possui sensor integrado que dispara o alarme da loja caso atravesse as antenas sem ser liberada no caixa. O cliente coloca as mercadorias na bolsa, que permanece fechada durante a compra, e o atendente a abre com um desacoplador no momento do pagamento.
Segundo Rafael Bernardini, CEO da Sekron Digital, a bag foi pensada para produtos difíceis de etiquetar ou que exigem proteção especial por seu alto valor. A solução é indicada para termolábeis, dermocosméticos, suplementos e fórmulas infantis, entre outros itens. Por ser transparente, permite que a equipe veja o conteúdo sem abrir a bolsa, o que também dificulta a troca de embalagens ou a ocultação de produtos.
A bolsa funciona com sistemas acústico-magnéticos (AM) já instalados na loja, sem necessidade de obras ou substituição de equipamentos. Para estabelecimentos que ainda não têm o sistema, a empresa oferece uma solução completa com antenas, bags, instalação e suporte técnico. Por ser reutilizável, a bag reduz a compra contínua de etiquetas descartáveis e evita adesivos que possam marcar embalagens ou cobrir informações como validade, lote e registro na Anvisa.
De acordo com a 9ª Pesquisa de Perdas no Varejo Brasileiro, elaborada pela Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe), o índice geral de perdas do varejo farmacêutico ficou praticamente estável em 2025, em torno de 1,24% do faturamento, com impacto estimado em aproximadamente R$ 2,99 bilhões. O alerta está na evolução das perdas não identificadas, categoria que reúne principalmente furtos, roubos e divergências de estoque sem causa imediatamente esclarecida. O indicador passou de 0,43% para 0,49% da receita, uma alta aproximada de 12%.


