Um crime brutal abalou a cidade de Santos, no litoral paulista, quando um homem de 39 anos foi detido após assassinar o cunhado, Armando Henriques, de 66 anos, com golpes de faca. O incidente ocorreu na saída de uma agência bancária, onde a vítima estava prestes a retornar para casa de bicicleta.
Conforme apurado, Emilio Borba, o suspeito, estava esperando por Armando dentro do banco. Assim que a vítima saiu, Emilio a surpreendeu por trás, desferindo o primeiro golpe. Após derrubar o cunhado, ele continuou o ataque, desferindo mais seis facadas que atingiram áreas vitais, como o pescoço e a barriga. Armando não sobreviveu aos ferimentos e faleceu rapidamente, mas antes de morrer, conseguiu informar a identidade do agressor a testemunhas que tentaram ajudá-lo.
Após o ataque, Emilio fugiu do local montado em uma bicicleta. Investigações realizadas pelos policiais civis do 3º DP de Santos revelaram que, após o crime, ele retornou para sua casa, tomou banho, trocou de roupa e saiu novamente para almoçar. Ele foi capturado em flagrante pelos agentes quando voltava para casa.
Durante o depoimento na delegacia, Emilio confessou a autoria do homicídio, detalhando o planejamento do ataque. O delegado Wagner Camargo, que acompanha o caso, informou que o autor justificou sua ação alegando que Armando lhe devia dinheiro. A faca utilizada no crime e as roupas manchadas de sangue foram apreendidas durante a busca na residência do suspeito, além de outras duas facas que estavam guardadas em um armário.
A polícia também destacou que Emilio possui um extenso histórico criminal, com várias passagens por agressões. Curiosamente, no dia do homicídio, ele deveria ter comparecido à delegacia para prestar esclarecimentos sobre um caso anterior de lesão corporal e roubo.
As investigações indicam que Emilio poderia ter outros alvos dentro da família, incluindo sua irmã, que é esposa da vítima. Dada a gravidade do crime e a maneira como foi cometido, Emilio Borba responderá por homicídio qualificado, caracterizado por motivo fútil e emboscada, e permanece à disposição da Justiça.





