O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou suas redes sociais neste domingo (19) para afirmar que a Reunião da Mobilização Progressista Global representa um "sopro de esperança" em tempos de crescente autoritarismo. Em sua publicação, ele destacou que apenas através da união será possível construir um futuro sem guerras, promovendo o multilateralismo e a cooperação entre os países, o que garantirá uma vida digna para todos.
Durante seu discurso no evento realizado no sábado (18), Lula fez duras críticas à postura dos Estados Unidos em relação ao Irã, lamentando a possibilidade de uma nova Guerra Fria entre esse país e a China. O presidente brasileiro defendeu a liberdade e o livre comércio, e lembrou que, na primeira década dos anos 2000, os americanos e europeus rejeitaram um acordo entre Brasil e Turquia com o Irã, que agora é acusado de desenvolver armas nucleares.
Lula também fez um apelo direto aos líderes das cinco nações permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), mencionando Donald Trump, Xi Jinping, Vladimir Putin, Emmanuel Macron e Keir Starmer. Ele pediu que esses líderes cumpram suas obrigações de garantir a paz global, convocando uma reunião para interromper a "loucura de guerra", enfatizando que o mundo não suporta mais conflitos.
O discurso do presidente foi marcado por aplausos da plateia, que entoou o coro "olê, olê, olá, Lula, Lula", relembrando a música de sua primeira campanha presidencial em 1989. Relatos indicam que grande parte de suas falas foi improvisada, especialmente nas críticas aos rótulos atribuídos à América Latina e ao Oriente Médio, além de seu apelo pela paz mundial.
Lula encerrou sua participação na reunião ressaltando que a mobilização progressista deve ser um caminho para enfrentar os desafios atuais, enfatizando a necessidade de diálogo e entendimento entre nações, como forma de evitar novos conflitos e promover um futuro mais justo e pacífico. A mobilização é vista como uma resposta à escalada do autoritarismo em diversas partes do mundo, buscando unir forças em prol da democracia e dos direitos humanos.





