Líderes do Brasil, México e Espanha destacam necessidade de ajuda humanitária a Cuba

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No último sábado (18), os governos do Brasil, México e Espanha divulgaram uma declaração conjunta que expressa profunda preocupação com a crise humanitária vivida em Cuba. O documento ressalta a importância de respeitar a integridade territorial da ilha e propõe uma intensificação da ajuda humanitária coordenada para aliviar o sofrimento da população cubana.

A reunião, que ocorreu em Barcelona, contou com a presença de líderes como Luís Inácio Lula, Claudia Sheinbaum e Pedro Sánchez. Durante o encontro, foi reforçado o compromisso dos três países com os direitos humanos, valores democráticos e a necessidade de um diálogo sincero com os EUA, visando uma solução duradoura para a situação atual em Cuba.

Na declaração, os governos mencionam a “situação dramática” enfrentada pelo povo cubano e fazem um apelo para que medidas sejam implementadas a fim de aliviar as condições de vida da população, evitando ações que possam agravar ainda mais a crise ou que sejam contrárias ao direito internacional. Os três países se comprometeram a aumentar a resposta humanitária, destacando a importância de uma ação coordenada.

A declaração também enfatiza a necessidade de respeito ao direito internacional e aos princípios de integridade territorial, igualdade soberana e resolução pacífica de conflitos, conforme estabelecido na Carta das Nações Unidas. O compromisso dos líderes é de que o próprio povo cubano tenha liberdade para decidir seu futuro.

Em meio a esse contexto, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que Cuba não aspira a um conflito armado, mas tem a responsabilidade de se proteger diante de possíveis ameaças externas, especialmente de uma intervenção militar dos EUA. O diálogo com os EUA, que teve início em 13 de março, ainda se encontra em fases iniciais e longe de qualquer acordo significativo, segundo informações oficiais.

Recentemente, a imprensa americana noticiou que o Pentágono está intensificando seus planos para uma possível intervenção militar em Cuba. No entanto, o Departamento de Defesa dos EUA pediu cautela ao especular sobre cenários hipotéticos, ressaltando que a situação requer uma análise cuidadosa e fundamentada.