A importância da atuação integrada no combate à violência contra crianças e mulheres

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A violência contra crianças, adolescentes e mulheres representa um desafio contínuo que demanda atenção constante da sociedade e uma atuação colaborativa entre diversos setores. A psicóloga Marisa Lobo enfatiza que o enfrentamento dessas questões deve ir além dos limites institucionais, envolvendo profissionais, órgãos públicos, famílias, igrejas e toda a comunidade.

Com experiência em iniciativas de prevenção à violência e ao uso de drogas, Marisa Lobo defende a importância de discutir abertamente temas delicados, especialmente quando estão relacionados à proteção de crianças e adolescentes. Ela ressalta que, a cada 22 segundos, uma criança é vítima de violência no Brasil, sublinhando a urgência de abordar essa realidade.

Um dos pontos críticos abordados por Marisa é o combate ao abuso sexual infantil. A psicóloga afirma que a prevenção desse tipo de violência depende da disseminação de informações, orientação adequada e da habilidade de identificar situações de risco. Ela já realizou palestras e atividades de conscientização em várias cidades do Paraná, destacando a necessidade de uma rede de proteção eficaz que possa acolher e encaminhar as vítimas.

Marisa também discorre sobre a violência contra a mulher, argumentando que o enfrentamento desse problema deve incluir ações de prevenção, conscientização e apoio às vítimas. Ela menciona que o preconceito e a violência são evidentes e que é fundamental discutir essas questões. Além disso, a psicóloga sugere que a proteção deve ser considerada de maneira abrangente, reconhecendo que homens também podem ser alvos de diferentes formas de violência.

A atuação de Marisa Lobo inclui a prevenção ao uso de drogas, com trabalhos realizados em Maringá, que visam implantar ações de prevenção e capacitação de profissionais. Em 2009, ela participou de iniciativas que envolviam a comunidade e organizações da sociedade civil na luta contra esses problemas.

A participação da comunidade é vista como essencial para a identificação de sinais de violência, orientação de possíveis vítimas e encaminhamento de situações aos serviços adequados. Marisa também leva suas discussões a espaços como igrejas e comunidades, ressaltando que a abordagem do tema deve ser feita de forma inclusiva.