O Conselho da Cidade de Curitiba (Concitiba) está em fase de análise da minuta do novo Plano Diretor da capital paranaense, em uma reunião extraordinária que focou na avaliação das diretrizes para o desenvolvimento urbano nos próximos 10 anos. Este projeto será encaminhado à Câmara Municipal de Curitiba (CMC) no segundo semestre, após a retomada das atividades legislativas.
A minuta preliminar foi protocolada em 2 de julho, seguindo o cronograma estabelecido pela Prefeitura. Durante o mês de julho, técnicos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) realizarão uma nova rodada de debates com representantes da sociedade civil organizada, com o intuito de revisar e validar os dispositivos da proposta antes de sua apresentação definitiva ao Legislativo.
Thomaz Ramalho, diretor de Planejamento do Ippuc e responsável pela revisão do Plano Diretor, destacou a importância da participação popular no processo de elaboração da nova legislação. Essa fase busca ampliar o diálogo iniciado durante a consulta pública online, permitindo um aprofundamento em temas considerados estratégicos para o crescimento da cidade.
Na reunião, os conselheiros do Concitiba apresentaram 20 recomendações que serão submetidas a análises técnica e jurídica. Entre os temas abordados estão mobilidade urbana, adaptação às mudanças climáticas, habitação de interesse social, regularização fundiária, participação popular e mecanismos de gestão democrática. Os debates sobre essas questões continuarão nas próximas reuniões ordinárias do conselho.
Além da participação do Concitiba, representantes do setor produtivo também se envolveram na avaliação da minuta ao longo da semana. O G11, um grupo composto por entidades da construção civil, mercado imobiliário, engenharia e comércio, analisou o texto em parceria com a equipe técnica do Ippuc. O G11 já havia contribuído nas etapas anteriores da revisão do Plano Diretor, oferecendo estudos técnicos, diagnósticos e propostas para a atualização da legislação urbanística.
A discussão e votação da nova legislação são consideradas cruciais, pois definirão as diretrizes para a expansão, ocupação e desenvolvimento da cidade de Curitiba nos próximos anos.





