Bragança Paulista investiga possível caso de sarampo em aluno de escola municipal

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A Prefeitura de Bragança Paulista, localizada no Estado de São Paulo, informou que um caso suspeito de sarampo está sendo investigado. A situação envolve um aluno de 9 anos que frequenta o 4º ano A da Escola Municipal Augusto Vasconcelos, situada no bairro São Lourenço. Especialistas ressaltam que o sarampo é uma doença causada por um vírus altamente contagioso, transmitido pelo ar através de tosses e espirros de indivíduos infectados.

Em resposta à suspeita, a Vigilância Epidemiológica organizou uma reunião na escola para o dia 7, às 12h, com o intuito de informar e orientar os pais e responsáveis sobre as medidas a serem adotadas, além de esclarecer eventuais dúvidas em relação ao caso.

A Secretaria de Educação solicitou que os responsáveis apresentem a carteirinha de vacinação dos alunos da turma envolvida. A análise da situação vacinal permitirá identificar possíveis doses em atraso, que serão regularizadas imediatamente. É importante destacar que, neste momento, trata-se apenas de uma suspeita e todas as ações têm caráter preventivo.

Os alunos da turma e os demais estudantes estão autorizados a continuar frequentando as aulas normalmente enquanto a investigação avança. O sarampo, que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo, apresenta sintomas como febre, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite. A orientação é que pessoas com esses sinais, especialmente após viagens, busquem atendimento médico imediato.

Apesar de o Brasil ter recuperado, em novembro de 2024, a certificação de eliminação da circulação endêmica do sarampo, perdida em 2019, o país ainda enfrenta casos isolados. No ano de 2026, até a semana epidemiológica 14, foram confirmados dois casos no Brasil: um em São Paulo, relacionado a uma viagem internacional, e outro no Rio de Janeiro. O cenário global também é alarmante, com um aumento de 234% nos casos de sarampo entre janeiro e maio de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior, totalizando mais de 21 mil registros em 17 países, sendo que 85% dos casos ocorreram em pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.