A Argentina, atual campeã do mundo, está nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026 e sua trajetória tem sido marcada por uma série de controvérsias relacionadas à arbitragem e possíveis favorecimentos por parte da FIFA. As acusações ganharam força após a classificação da seleção sobre o Egito nas oitavas de final, um jogo que levantou consideráveis queixas por parte dos jogadores e da comissão técnica egípcia.
Após o confronto realizado na última terça-feira (7), os egípcios manifestaram descontentamento com a atuação dos árbitros, alegando que a Argentina estaria sendo beneficiada. As reclamações começaram ainda na fase de grupos, mas se intensificaram após o duelo contra os egípcios, especialmente devido a dois lances em que pênaltis a favor do Egito não foram marcados, envolvendo os jogadores Marmoush e Mohamed Salah, além de uma falta de critérios na marcação de infrações.
Um dos momentos mais criticados foi a anulação do gol do atacante Mostafa Zico, que ocorreu após uma revisão pelo VAR, onde a justificativa foi uma falta no início da jogada. Os egípcios argumentam que um lance semelhante envolvendo Salah, dentro da área, foi desconsiderado pela arbitragem, aumentando o clima de indignação.
As reclamações também se estenderam ao confronto anterior da Argentina, nas 16 avos de final contra Cabo Verde. Neste jogo, os torcedores e a equipe adversária apontaram uma falta clara do lateral Tagliafico sobre o zagueiro Lopes Cabral, que resultou no segundo gol da seleção argentina. A arbitragem, conduzida pelo canadense Drew Fischer, foi alvo de críticas por ignorar diversas infrações a favor de Cabo Verde durante os 90 minutos de partida.
Outro ponto polêmico foi a não aplicação de um cartão amarelo ao zagueiro argentino Cristian Romero, que cometeu uma falta em Laros Duarte, que também não foi punida adequadamente, apesar da falta ter sido assinalada. Essa sequência de erros de arbitragem gerou um clima de desconfiança em torno da atuação da FIFA no torneio.
A situação de desconfiança começou logo na estreia da Argentina na Copa, quando o time enfrentou a Argélia em um jogo que terminou em 3 a 0. Lionel Messi, que marcou todos os gols da partida, envolveu-se em uma polêmica ao cometer um pisão na panturrilha de um jogador argelino. Apesar da gravidade da jogada, o capitão argentino não recebeu qualquer punição, o que deu início a uma série de contestações sobre a imparcialidade da arbitragem durante o torneio.





