Crise no PL pode estar ligada à divisão do fundo eleitoral

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Os postulantes a deputado federal e estadual pelo PL estão manifestando a intenção de se afastar da campanha de Filipe Barros, em virtude de informações de bastidores que revelam que os candidatos na proporcional devem receber apenas um terço do fundo eleitoral que havia sido acordado em março. Essa situação gerou descontentamento e uma crise interna dentro do partido.

Um dos fatores que contribuiu para a saída de Marquinhos Magalhães da coordenação da campanha de Filipe Barros foi a ineficácia na concretização dos acordos estabelecidos anteriormente. As lideranças do PL têm relatado a falta de comunicação por parte do presidente estadual do partido, Filipe Barros, que, nas últimas semanas, tem ignorado as tentativas de contato dos candidatos.

Com a escassez de recursos financeiros, as expectativas são de que o PL enfrente dificuldades significativas, resultando em uma possível perda de cadeiras tanto na Câmara Federal quanto na Assembleia Legislativa do Paraná. Entre os candidatos a deputado federal, há quem acredite que apenas quatro representantes federais e quatro estaduais conseguirão ser eleitos.

Alguns candidatos estão considerando até mesmo a possibilidade de abandonar suas campanhas, sem formalizar essa decisão e optando por não votarem em seus próprios nomes. Essa estratégia visa possibilitar que o PT entre com impugnações de candidaturas devido a alegações de fraude na cota de gênero a partir do próximo ano.

A situação no PL reflete um momento de instabilidade que pode impactar significativamente o desempenho do partido nas eleições de 2026, especialmente em um cenário onde a renovação das cadeiras na Assembleia Legislativa está prevista em pelo menos 24,9%. A crise interna, se não resolvida, pode levar a uma desmobilização ainda maior entre os candidatos e à fragilização da presença do PL nas próximas disputas eleitorais.