Luis de la Fuente, atual treinador da seleção espanhola, está prestes a disputar a final da Copa do Mundo contra a Argentina. Sua trajetória no futebol é marcada por superações e desafios, começando nas divisões inferiores do esporte até alcançar o topo. Antes de se tornar um nome respeitado no cenário internacional, ele passou 19 meses sem clube, após uma passagem pelo Deportivo Alavés.
A carreira de Luis de la Fuente teve início em 1997, quando assumiu o comando do modesto Club Portugalete, que jogava na 5ª divisão espanhola. Nesse período, ele enfrentou dificuldades significativas, incluindo orçamentos limitados e campos em péssimas condições. Em entrevista à GQ, ele refletiu sobre suas origens: "Nunca fugi das minhas origens. Venho do futebol de lama, como alguns dizem. E soube evoluir e trilhar meu caminho, superando adversidades e dificuldades. Mas certamente não teria chegado onde estou sem elas".
Após sua passagem pelo Portugalete, De la Fuente teve uma breve experiência no Aurrerá de Vitoria, na 3ª divisão. Posteriormente, ele trabalhou nas categorias de base do Sevilla entre 2001 e 2005, onde teve a oportunidade de desenvolver talentos que se tornaram estrelas, como Sergio Ramos e Jesús Navas.
Em julho de 2011, ele foi contratado pelo Deportivo Alavés, mas sua passagem foi curta, resultando em sua demissão após apenas 11 jogos, contabilizando quatro vitórias, quatro empates e três derrotas. Esse revés o deixou sem emprego até outubro de 2013, totalizando 19 meses de inatividade.
Após esse período desafiador, De la Fuente foi chamado para a seleção espanhola, onde implementou uma renovação na equipe, incorporando jovens jogadores que havia treinado anteriormente. Essa estratégia trouxe resultados positivos, culminando em conquistas como a Liga das Nações em 2023 e a Eurocopa em 2024.
Aos 65 anos, De la Fuente mantém uma rotina de exercícios físicos rigorosa, o que contribui para sua boa forma. Sua fé católica é uma parte importante de sua vida e, em uma ocasião, ele destacou: "Se eu me benzer, não é superstição. É fé". Além de seu condicionamento físico, ele é reconhecido por seu estilo de liderança afetuoso, tratando os atletas com carinho e construindo relações de lealdade.





