Decisão do TRE-PR resulta na perda de mandatos de vereadores em Quarto Centenário

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A perda dos mandatos de Camila Medeiros Carlucci e Valdir Alves de Oliveira, vereadores do Progressistas em Quarto Centenário, foi determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). A decisão ocorreu após a constatação de que o partido cometeu fraudes na cota de gênero durante a formação da chapa para a eleição da Câmara Municipal, realizada em 2024.

O caso foi gerado a partir da candidatura de Magaly Maria da Silva Machado, que não recebeu nenhum voto, nem mesmo o seu, o que levantou suspeitas sobre a regularidade da candidatura e a efetividade da cota de gênero na composição da chapa. Em consequência, a Justiça Eleitoral também impôs à ex-candidata uma pena de inelegibilidade por oito anos, devido à sua participação na fraude.

Os vereadores afastados manifestaram a intenção de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para contestar a decisão, mesmo fora do cargo. A Justiça Eleitoral está programada para realizar uma recontagem dos votos na próxima semana, excluindo os dados que envolvem o Progressistas, a fim de definir os substitutos para os mandatos vacantes.

Este episódio em Quarto Centenário se soma a outras penalizações recentes no estado. Em Curitiba, neste ano, os vereadores Toninho da Farmácia, do PP, e Sidnei Toaldo, do Avante, também foram destituídos de seus cargos por irregularidades similares relacionadas à cota de gênero, evidenciando uma crescente vigilância da Justiça Eleitoral sobre as práticas dos partidos.

O tema da cota de gênero na política tem gerado debates acalorados, especialmente em períodos eleitorais, refletindo a importância de garantir a participação equitativa de homens e mulheres nas esferas de poder. O caso de Quarto Centenário é mais um exemplo das dificuldades enfrentadas para assegurar essa representação, além de ressaltar a atuação da Justiça Eleitoral no combate a fraudes e irregularidades que possam comprometer a lisura do processo democrático.