O deputado estadual Marcelo Rangel, membro do PSD, encontra-se em uma situação delicada em sua trajetória política, especialmente em vista das eleições de outubro. Sem uma base sólida no Paraná que o apoie em sua reeleição, ele enfrenta uma multa imposta pelo Tribunal de Contas do Paraná (TC-PR) relacionada a sua administração como prefeito de Ponta Grossa, cargo que ocupou até 2016.
A penalidade aplicada pela corte de contas é de R$ 15 mil, um valor consideravelmente inferior ao montante inicial de R$ 18,7 milhões que poderia ter sido cobrado. Essa multa decorre de falhas na gestão da jornada dos servidores da área da saúde durante seu mandato, o que levantou questionamentos sobre a responsabilidade do parlamentar em garantir condições adequadas de trabalho.
Durante o ano de 2016, quando Marcelo Rangel estava à frente da prefeitura, as multas trabalhistas acumuladas atingiram a cifra de R$ 80 milhões, sendo que R$ 25 milhões referiam-se a questões relacionadas ao FGTS. Esses números refletem os desafios enfrentados pela administração em manter a regularidade fiscal e legal em um setor tão crítico como a saúde.
A situação de Rangel se complica ainda mais considerando que ele é irmão de Sandro Alex, o candidato escolhido por Carlos Massa Ratinho Junior para concorrer nas próximas eleições. A proximidade familiar e política com Ratinho Junior, que é um nome forte no PSD, pode não ser suficiente para garantir a Rangel o apoio necessário para sua reeleição, especialmente com as pendências administrativas que agora vêm à tona.
O deputado, que tem enfrentado diversas críticas, precisa urgentemente reavaliar sua estratégia política e buscar formas de consolidar sua base de apoio, enquanto lida com as consequências de sua gestão anterior. A multa e as irregularidades podem impactar diretamente sua imagem e suas perspectivas na corrida eleitoral de 2026, um cenário que exige atenção e ação imediata para evitar prejuízos maiores à sua trajetória política.





