A Justiça Eleitoral decidiu que Sandro Alex, candidato do PSD, e seus aliados não podem utilizar eventos oficiais, servidores ou estruturas públicas para promover sua campanha eleitoral. Esta determinação foi acompanhada de uma multa de R$ 100 mil por ato em caso de descumprimento.
A medida foi resultante de uma representação apresentada pela coligação Fortaleza Paraná, que questionou o uso de um evento realizado em Foz do Iguaçu pela Secretaria de Estado da Educação. Este evento contou com a participação de centenas de diretores escolares e gestores municipais, cujas despesas foram custeadas pelo Poder Público.
A decisão da Justiça Eleitoral destacou que, após a programação oficial, os participantes foram transportados para um evento adicional onde Sandro Alex e Alexandre Curi fizeram uso do microfone para apresentar suas propostas de governo. Durante esse encontro, o governador Carlos Massa Ratinho Junior também teria solicitado votos para os candidatos, ressaltando a importância dos educadores como influenciadores nas comunidades.
Adicionalmente, a Justiça registrou que um jingle da campanha de Sandro Alex foi tocado durante o evento, o que reforçou a percepção de que houve um desvio de finalidade nas atividades. A proximidade entre o evento oficial e as ações políticas, junto ao transporte fornecido aos participantes, levantou preocupações sobre a igualdade de condições entre os concorrentes na disputa eleitoral.
Com base nessa decisão, a Justiça Eleitoral determinou que atos de campanha não podem ocorrer em conexão direta com eventos oficiais que envolvam servidores estaduais ou municipais, especialmente quando há oferta de transporte, hospedagem ou alimentação custeados pelo Poder Público. Essa determinação visa garantir que candidatos não utilizem eventos, público ou estruturas financiadas pela administração pública para promoção eleitoral.
Esse episódio é mais um entre os questionamentos que surgem sobre o uso de recursos e estruturas do governo estadual durante o período eleitoral. A decisão enfatiza a necessidade de se manter a integridade do processo eleitoral e a equidade entre os candidatos, evitando que um deles se beneficie indevidamente da estrutura governamental durante a campanha.




