A internacionalização das empresas brasileiras para Os Estados Unidos passou a ser um processo mais complexo, envolvendo não apenas a escolha do visto, mas uma série de estratégias financeiras, tributárias e societárias. Empresários que almejam expandir suas operações devem se preparar adequadamente, com foco em 2026, quando essa nova lógica se tornará ainda mais evidente.
Historicamente, a decisão de levar uma empresa para os EUA se resumia à obtenção de um visto. Contudo, com a evolução do mercado, essa abordagem se transformou em um projeto estratégico abrangente. Agora, a obtenção do visto é apenas uma parte de um processo mais amplo, que pode ser decisivo para o sucesso ou fracasso da expansão internacional.
Os dados do U.S. Bureau of Economic Analysis (BEA) indicam que os investimentos estrangeiros diretos nos EUA, voltados para a criação e expansão de empresas, atingiram US$ 232,2 bilhões em 2025, representando um crescimento de 49,5% em relação ao ano anterior. Esse aumento demonstra o crescente interesse de empresas globais pelo mercado americano, que continua a ser um polo atrativo para investimentos.
No Brasil, a busca pela internacionalização também está em expansão. Um estudo da Associação Brasileira de Franchising (ABF) revelou que o número de franquias brasileiras no exterior cresceu 37%, com mais de 4,1 mil unidades espalhadas por 104 países. Esse crescimento evidencia que as empresas brasileiras estão cada vez mais se preparando para atuar em cenários globais.
Além do setor de franchising, outras áreas como tecnologia, inteligência artificial, desenvolvimento de software, cibersegurança, saúde, engenharia, agronegócio e serviços especializados estão se interessando pela abertura de operações internacionais. Esse movimento visa atender à demanda local, captar investimentos, contratar talentos e proteger ativos em moeda forte.
Daniel Toledo, advogado especializado em Direito Internacional e fundador da Toledo e Associados, ressalta que o novo cenário de internacionalização mudou o perfil dos empresários No Brasil. A necessidade de um planejamento mais rigoroso e estratégico é fundamental para garantir o sucesso na expansão para o mercado americano.





