Disputa pelo comando de Itaipu ganha força após derrota de Gleisi Hoffmann

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A derrota da deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) na corrida por uma vaga ao Senado Federal abriu espaço para articulações em torno do comando de Itaipu. Deputados federais começaram a se movimentar nos bastidores para indicar o próximo presidente da usina, movimento que pode reduzir a influência da ex-presidente nacional do PT e principal liderança da sigla no Paraná.

Petistas defendem a substituição de Enio Verri por nomes mais alinhados à atual bancada na Câmara Federal. A avaliação é de que a força política de Gleisi Hoffmann saiu fragilizada do processo eleitoral e que sua estrela pode se apagar no cenário partidário.

Itaipu conta com aproximadamente 20 cargos de alto escalão destinados a brasileiros. Parte dessas posições é usada para sustentar a governabilidade no governo federal, enquanto cargos intermediários e menores são disputados por políticos da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Paraná.

Integrantes do primeiro escalão da usina enfrentam incerteza desde 4 de outubro, quando o resultado das urnas retirou a líder petista do jogo político a partir de 1º de fevereiro de 2027.