O Podemos, sob a presidência de Lu Bonatto, enfrenta uma fissura interna significativa à medida que se aproxima a eleição majoritária de 2026. Estima-se que cerca de 80% dos seus filiados estejam inclinados a apoiar a candidatura do senador Sergio Moro, do PL, em contraste com apenas 20% que pretendem apoiar o deputado federal Sandro Alex, do PSD. Essa divisão pode impactar a estratégia do partido nas próximas eleições.
Entre os aliados de Sandro Alex, destaca-se o deputado estadual Do Carmo, que faz parte da base de apoio ao governador Carlos Massa Ratinho Junior. Do Carmo conseguiu reunir aproximadamente 20% dos filiados do Podemos em torno de sua candidatura. A situação se torna ainda mais complexa, pois há uma pressão crescente entre os candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa do Paraná para que Lu Bonatto direcione o partido em apoio a Sergio Moro.
Nos meses anteriores, a possibilidade de Guto Silva, do PSD, ser o nome escolhido por Ratinho Junior parecia indicar uma aliança mais forte entre o Podemos e o PSD. No entanto, a incerteza agora permeia as estratégias do partido, especialmente com a proximidade das eleições. A necessidade de uma decisão clara se torna urgente, pois a divisão pode enfraquecer a posição do Podemos no cenário político paranaense.
A eleição de 2026 promete ser um evento singular, não apenas pela divisão interna do Podemos, mas também pelo contexto político mais amplo que envolve a disputa pelo Senado Federal e a possibilidade de um segundo turno na corrida pelo governo do Paraná. A dinâmica entre os partidos e suas respectivas alianças poderá influenciar os resultados e a composição da Assembleia Legislativa.
Com o cenário atual, a atuação do Conselho de Ética Pesquisa e as movimentações dos partidos, como o PR e o PL, tornam-se essenciais para moldar o futuro político do estado. A pressão por uma definição clara dentro do Podemos e a escolha do candidato ideal são fatores que poderão determinar o sucesso ou o fracasso do partido nas próximas eleições.





