Laser íntimo: indicações vão além da estética e abordam saúde funcional feminina

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A ginecologista Iriana Bertin esclarece que o laser íntimo é frequentemente mal compreendido, sendo visto apenas como uma solução estética. No entanto, a procura por este tratamento está mais ligada a sintomas que afetam a qualidade de vida das mulheres. Ela destaca que o uso do laser é comum em casos de ressecamento vaginal, perda urinária e flacidez da região íntima, que podem causar desconforto nas relações sexuais e na rotina diária.

O procedimento deve ser avaliado individualmente, especialmente quando há queixas que comprometem o conforto da paciente. Entre os sintomas mencionados estão o desconforto nas relações sexuais e episódios de perda urinária. A ginecologista observa que esses problemas não só impactam a vida sexual, mas também podem afetar a autoconfiança e as atividades cotidianas das mulheres.

Iriana também ressalta que a indicação do laser íntimo não se limita ao período da menopausa. O tratamento pode ser considerado em situações como o pós-parto e em casos de ressecamento vaginal devido a infecções vaginais recorrentes. A conduta deve ser baseada em uma avaliação médica cuidadosa, levando em conta a intensidade dos sintomas e as necessidades clínicas.

Além disso, o laser pode ser utilizado em pacientes com líquen, uma condição autoimune que prejudica a elasticidade da região íntima. Embora não substitua o tratamento convencional, o laser pode ser um complemento que ajuda na regeneração do tecido e na melhora da qualidade de vida da paciente.