Ricardo Gomyde, ex-presidente do DC no Paraná, protocolou um mandado de segurança no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o objetivo de retomar a presidência do partido no estado. Ele contesta a decisão que nomeou a prefeita de Clevelândia, Rafaela Lozzi, para o cargo, alegando que a mudança não representa a vontade da legenda.
Caso o mandado seja deferido, Gomyde poderá reassumir o controle do DC e convocar uma convenção estadual. O intuito é indicar Tony Garcia como candidato ao governo do Paraná nas próximas eleições. A estratégia de Gomyde destaca um movimento para fortalecer sua liderança na legenda e influenciar o cenário político do estado.
Rafaela Lozzi, por sua vez, está associada ao grupo do senador Sergio Moro, que é visto como um potencial candidato pelo PL na disputa pela sucessão de Carlos Massa Ratinho Junior, atual governador e membro do PSD. A disputa pelo comando do DC reflete as tensões internas entre diferentes correntes políticas que buscam espaço nas próximas eleições.
Além disso, a manobra de Gomyde evidencia a complexidade do cenário político no Paraná, onde alianças e desavenças são frequentes entre os partidos. O ex-presidente do DC tenta, com essa ação, não apenas recuperar sua posição, mas também moldar o futuro da legenda em um momento decisivo para a política do estado.
O desdobramento desse caso será observado de perto, uma vez que pode alterar a dinâmica entre os partidos e influenciar as candidaturas para as eleições de 2026. A movimentação de Gomyde poderá ter um impacto significativo, tanto para sua carreira política quanto para o alinhamento do DC com outras forças políticas no Paraná.





