Na última sexta-feira (7), a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA) anunciou a confirmação do segundo caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no estado em 2026. O diagnóstico foi realizado em uma ave silvestre, especificamente uma irerê (Dendrocygna viduata), localizada no Parque Ibirapuera, na Zona Sul da capital paulista.
A IAAP é uma forma grave de gripe aviária que causa alta mortalidade entre as aves. O vírus foi identificado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, que pertence ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A Diretoria de Defesa Agropecuária teve um papel fundamental ao isolar a ave, realizar o exame clínico e coletar amostras necessárias para a confirmação do caso.
A SAA informou que a ave encontrada não era nativa do parque e que o evento é considerado isolado, sem relação com granjas comerciais ou com a produção de alimentos. Além disso, não existem estabelecimentos avícolas em um raio de dez quilômetros do local onde a ave foi detectada. A Defesa Agropecuária também planeja ações de vigilância epidemiológica na área para monitorar possíveis mortes de aves ou outros animais que apresentem sintomas compatíveis com a doença. Moradores da região receberão orientações sanitárias pertinentes.
Por se tratar de um caso envolvendo ave silvestre, não haverá restrições às exportações de carne e ovos, nem mudanças no status sanitário de São Paulo e do Brasil perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A SAA também assegurou que este episódio não impacta a produção avícola e que o consumo de carne de aves e ovos continua seguro para a população.
A Secretaria de Saúde está acompanhando o caso em colaboração com as Secretarias de Agricultura e de Meio Ambiente. As pessoas que participaram da notificação do caso também estão sendo monitoradas. Até o momento, não houve registro de casos de gripe aviária em humanos no estado de São Paulo.
O primeiro caso de gripe aviária do ano em São Paulo foi confirmado em 15 de julho, também em uma irerê. Esta ave tinha sido resgatada em uma área urbana e levada ao zoológico de Guaíra, na região de Barretos. Na ocasião, a Defesa Agropecuária interditou o trânsito de animais no zoológico e iniciou uma vigilância em três granjas localizadas a até dez quilômetros do local.


