Dalila Barbosa Delfino, com 41 anos e natural de Belo Horizonte, vive uma trajetória que ilustra perseverança e dedicação. Após anos de experiência como enfermeira, ela está no 5º período do curso de medicina na Faculdade da Saúde e Ecologia Humana (FASEH). A busca pelo sonho de se tornar médica começou há muito tempo, quando ainda trabalhava na área da saúde.
"Sou enfermeira de formação e sempre trabalhei muito cedo, conciliando trabalho, família e estudos", declara Dalila, que se especializou na cirurgia vascular. A decisão de seguir a medicina foi impulsionada pelo contato próximo com pacientes e equipes médicas ao longo de sua carreira.
O caminho para a medicina, no entanto, não foi simples. No final do ensino médio, Dalila tentou ingressar na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mas uma doença a impediu de concluir a prova. Essa experiência gerou um longo período de frustração, fazendo-a acreditar que a medicina não era para ela.
Apesar de seguir na enfermagem e construir uma carreira sólida, o desejo de estudar medicina nunca a abandonou. "Durante muito tempo achei que esse seria meu caminho definitivo, mas a medicina continuava sendo um desejo muito presente", conta. A decisão de tentar novamente surgiu em meio a uma rotina cheia, dividida entre trabalho, responsabilidades familiares e estudos. Ela se dedicou com constância: "Estudava todos os dias um pouco, mesmo cansada".
Dalila enfrentou muitos desafios, especialmente ao equilibrar sua rotina e lidar com o desgaste emocional. Em momentos de desânimo, pensou em desistir, mas a reflexão sobre suas escolhas a manteve firme: "Entender que eu me arrependeria mais de não tentar do que de tentar".
Ao entrar na faculdade, Dalila percebeu rapidamente a intensidade dos desafios. O ritmo acelerado e a pressão constante exigiram uma adaptação emocional significativa. "A medicina hoje é muito mais humana, intensa e desafiadora do que eu imaginava", afirma.





