Trump intensifica ameaças ao Irã em meio a tensões no Estreito de Ormuz

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações contundentes neste domingo (19), ameaçando o Irã com a destruição de suas usinas de energia e pontes caso o país não aceite um acordo com Washington. Essa nova escalada nas tensões ocorre em meio a incidentes recentes no Estreito de Ormuz, onde disparos foram registrados, envolvendo navios franceses e britânicos.

A Crise no Estreito de Ormuz está gerando uma paralisação significativa no tráfego marítimo, o que eleva os riscos para o transporte global de petróleo. Como consequência, diversos navios estão sendo redirecionados para portos nos Estados Unidos. Negociações entre representantes dos EUA e do Irã devem ter início nas próximas horas em Islamabad, no Paquistão.

Trump responsabilizou administrações anteriores pelos conflitos atuais e afirmou estar pronto para agir militarmente, aumentando a pressão sobre o Irã. Em uma publicação na rede social Truth Social, o presidente expressou que o país poderia perder cerca de 500 milhões de dólares por dia devido ao bloqueio do estreito, que, segundo ele, já estaria em vigor.

Na declaração, Trump ressaltou que a recente decisão do Irã de disparar tiros no Estreito de Ormuz representa uma violação do acordo de cessar-fogo. Ele mencionou que os disparos teriam sido direcionados a um navio francês e um cargueiro britânico. "Chega de ser bonzinho", afirmou o presidente, enfatizando a necessidade de uma resposta mais firme.

Enquanto isso, o cessar-fogo atual entre os países deve expirar na próxima quarta-feira (22), e as negociações ainda não resultaram em um acordo definitivo. A pressão sobre o Irã tem aumentado, e Trump afirmou que será uma "honra" tomar as medidas necessárias caso o país não aceite os termos propostos.

A situação na região já é marcada por uma tensão elevada, que impacta diretamente os mercados globais de energia. A escalada nas ameaças de Trump gera preocupações sobre uma possível ação militar mais ampla, o que poderia ter consequências significativas para a estabilidade da área e para o fluxo de petróleo mundial, que representa cerca de 20% do comércio global.