O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba está em evidência devido ao caso do vereador Eder Borges, do partido Novo, que se tornou alvo de um pedido de punição por um suposto deslize relacionado a um sinal. A solicitação é de uma suspensão de 120 dias, levantando questões sobre a imparcialidade do processo, especialmente considerando que a esquerda parece estar influenciando a narrativa para desgastar Borges, que é candidato a deputado estadual.
Enquanto o processo contra Borges avança, a Câmara se mantém em silêncio sobre outras acusações mais graves, como as que envolvem os vereadores Lórens Nogueira, do PP, e Tico Kuzma, do PSD, que são investigados por supostas práticas de “rachadinha”. Essa situação levanta a suspeita de que irregularidades podem estar presentes em outros gabinetes, mas a atenção parece estar voltada exclusivamente para o vereador do Novo.
A situação atual evidencia uma polarização na política local, onde a oposição se articula para punir Eder Borges, enquanto temas mais sérios permanecem relegados ao segundo plano. A pressão sobre o vereador pode ser vista como uma estratégia para desviar o foco de escândalos que envolvem outros membros da casa legislativa.
No cenário eleitoral, a disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e na Câmara Federal está aquecida, com várias movimentações entre os partidos. Candidatos do MDB, por exemplo, estão revisando suas estratégias frente às eleições de 2026, enquanto figuras como Cristina Graeml e Sandro Alex se preparam para concorrer a cargos federais.
As próximas semanas prometem ser decisivas para o futuro político de Eder Borges e dos outros vereadores envolvidos em investigações, com um clima de incerteza permeando as discussões na Câmara Municipal. A sociedade observa atentamente como esses desdobramentos poderão impactar a confiança da população nas instituições locais e na ética política em Curitiba.


