Divisões internas marcam pré-campanha do Podemos no Paraná

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Os candidatos do Podemos no Paraná estão enfrentando um clima de tensão em relação à distribuição dos recursos do fundo eleitoral, com críticas direcionadas à direção do partido. Membros do partido, denominados "escadinhas", afirmam que as diretrizes atuais privilegiam apenas algumas figuras da chapa, comprometendo o crescimento do Podemos tanto no estado quanto no país.

Entre os parlamentares que receberam verbas significativas para a reeleição, destaca-se o deputado federal Filipe Francischini, que obteve R$ 1,584 milhão. Na sequência, o Delegado Guilherme Dias recebeu R$ 850 mil, enquanto Ana Pavelski ficou com R$ 650 mil. Outros candidatos, como a vereadora Sargento Guerreiro, foram contemplados com R$ 350 mil, e o ex-deputado Estacho recebeu R$ 255 mil. Entre aqueles que não foram agraciados com recursos, figuram o empresário Joni Correia e o ex-deputado Marco Antonio Travessolo, que não receberam valores do fundo.

A presidente do Podemos, Lu Bonatto, recebeu um montante de R$ 1,120 milhão, visando impulsionar sua candidatura à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Em contrapartida, o ex-vereador Herivelto Oliveira recebeu apenas R$ 50 mil, e o deputado estadual Do Carmo teve acesso a R$ 1,25 milhão, o que gerou questionamentos sobre a equidade na distribuição dos recursos.

Os candidatos à Alep também foram contemplados com valores variados. Fabiana Parro recebeu R$ 200 mil, enquanto Tardiolle obteve R$ 100 mil. Outros, como a Professora Lurdinha e Rodrigo Recife, foram alocados com R$ 50 mil. Candidatos como Adalmo Alves e Miriaã Saboia, por outro lado, ficaram com valores menores, de R$ 10 mil e R$ 15 mil, respectivamente.

A insatisfação com a distribuição desigual dos recursos tem potencial para gerar conflitos internos no Podemos, conforme muitos candidatos se sentem desvalorizados. A situação levanta questões sobre a estratégia do partido para as eleições e a capacidade de mobilização de seus membros em um cenário competitivo. Além disso, a falta de apoio financeiro pode impactar a visibilidade e a viabilidade das candidaturas menos favorecidas dentro do partido.

Diante desse cenário, as tensões podem se intensificar conforme a aproximação das eleições, e a direção do partido terá que lidar com as queixas dos membros para manter a unidade e a força da chapa. A dinâmica interna do Podemos no Paraná, portanto, se revela como um ponto crucial para o sucesso eleitoral nas próximas disputas.