A prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, intensificou a preocupação em Brasília de que o caso do Banco Master se restrinja a operadores de menor escalão, excluindo figuras importantes. A análise sugere que uma blindagem institucional pode dificultar investigações sobre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Investigações revelaram diálogos sobre a negociação de propinas, mas a percepção é de que o caso não avançará em direção ao STF. Um obstáculo importante é a posição do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, que declarou não ver indícios de irregularidades nas relações de Vorcaro com os ministros. Isso inclui um contrato de R$ 130 milhões entre o Banco Master e um escritório de advocacia ligado a Moraes.
A postura do PGR inviabiliza uma investigação formal contra os magistrados, o que tornaria uma eventual delação de Vorcaro sem sentido, já que seria barrada na Procuradoria. A falta de incentivo para confessar crimes que envolvem os ministros se deve à intenção do chefe da acusação de não investigar.
Além disso, o corporativismo do Judiciário contribui para o ceticismo em relação ao avanço das apurações. O ministro relator do caso, André Mendonça, é considerado sério e independente, mas pode enfrentar pressões de seus pares. Um exemplo é a situação do senador Alessandro Vieira, que, após relatar uma CPI, enfrenta um processo movido por Gilmar Mendes, visto como retaliação.





