O ex-ministro e candidato ao Governo do Paraná, Sergio Moro, manifestou apoio ao candidato ao Senado, Deltan Dallagnol, durante uma agenda realizada no domingo, 20 de setembro, em Londrina, na região Norte do Paraná. Acompanhado do candidato ao Senado Filipe Barros, Moro criticou a decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspendeu os atos de campanha de Dallagnol.
Na Feira do Cincão, localizada nos Cinco Conjuntos, Moro conversou com comerciantes e moradores, abordando a situação eleitoral de Dallagnol. A suspensão da campanha foi determinada pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, após um recurso apresentado pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança.
A decisão, proferida no sábado, 19, impede Dallagnol de realizar atos de campanha, utilizar recursos públicos, veicular propaganda eleitoral no rádio e na televisão e participar de debates, até que o recurso seja analisado pelo colegiado do TSE. O caso refere-se ao registro da candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado, que havia sido aprovado pelo TRE-PR, mas questionado no TSE.
O ministro Floriano de Azevedo Marques argumentou na liminar que o TRE-PR se afastou de um entendimento previamente estabelecido pelo TSE em 2023 a respeito da elegibilidade do ex-procurador. A análise do caso ainda está pendente de deliberação pelo plenário do tribunal.
Durante sua passagem por Londrina, Sergio Moro classificou a decisão como uma violação dos direitos políticos de Dallagnol e pediu que o TSE reexamine o caso. "O meu sentimento, o de Filipe Barros e de toda a população paranaense é de indignação com essa decisão de um ministro do TSE, que tolhe mais uma vez os seus direitos políticos. É uma injustiça que contraria, inclusive, a jurisprudência do próprio Tribunal Superior Eleitoral. O TRE havia decidido pela sua elegibilidade", declarou.
Moro enfatizou que a decisão afeta a capacidade dos eleitores de escolherem seus representantes e expressou solidariedade ao candidato do Novo. "Isso significa que a população paranaense também é impactada e deve se manifestar contra essa restrição aos seus direitos democráticos", concluiu o ex-ministro, que continua a mobilizar apoio em sua campanha ao governo do estado.





