Suspensão da campanha de Deltan Dallagnol gera impasse na disputa pelo Senado no Paraná

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, em sessão realizada na segunda-feira, 21 de setembro, pela manutenção da suspensão da campanha de Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo Paraná. A medida ocorre em um contexto de contestação do registro de sua candidatura e se insere em uma disputa acirrada por duas vagas no Senado no Paraná.

Durante o julgamento, cinco dos sete ministros votaram a favor do relator, Floriano de Azevedo Marques, que já havia concedido uma liminar no sábado, 19 de setembro, suspendendo os atos de campanha de Dallagnol até que a análise do recurso contra sua candidatura seja concluída. Os ministros André Mendonça, Dias Toffoli, Estela Aranha e Ricardo Villas Bôas Cueva também acompanharam o relator, enquanto Sebastião Reis apresentou um voto divergente, e o presidente da Corte, Nunes Marques, ainda não havia se manifestado.

Com esta decisão, Dallagnol permanece com seu registro aprovado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), mas está impedido de realizar atividades de campanha, o que inclui a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, participação em debates e a utilização de recursos públicos. A interrupção da campanha é um fator que pode alterar significativamente o cenário eleitoral.

A controvérsia começou no TRE-PR, que, em 8 de setembro, aprovou o registro da candidatura de Dallagnol por 4 votos a 3, após uma ação de impugnação apresentada por adversários políticos, incluindo a coligação Paraná para Todos e a Federação Brasil da Esperança. No TSE, o relator destacou que existem indícios que justificam a plausibilidade do recurso contra a decisão do TRE-PR e que a continuidade da campanha poderia trazer riscos ao processo eleitoral.

A situação de Deltan Dallagnol é especialmente delicada, pois está atrelada a uma decisão anterior do TSE, que o declarou inelegível em 2023. Essa decisão foi a base para a impugnação atual e levanta questões sobre a validade do registro do ex-procurador da Lava Jato, que agora aguarda uma análise mais aprofundada por parte da Justiça Eleitoral. A suspensão da campanha, portanto, não só afeta a trajetória de Dallagnol, mas também pode influenciar as estratégias de seus concorrentes, que buscam se posicionar em um cenário eleitoral já complexo.